Porto Nacional, 30 de maio de 2017

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A construção do Seminário São José e do Palácio Episcopal

                                            Foto: Arquivo Jornal O Pararelo 13

Palácio Episcopal e o Seminário São Jose duas grandes obras religiosas
construídas pelos Frades Dominicanos

 


Anos depois da construção da Catedral Nossa Senhora das Mercês, o primeiro Bispo de Porto Nacional, Dom Domingos Carrerot, desenvolveu processo para a criação da Diocese, no que foi vitorioso. Após mais esta conquista, no final de dezembro de 1920, ele reuniu seus subordinados diocesanos, autoridades constituída e parte da comunidade portuense, e novamente convocou a todos para uma nova e ousada frente de trabalho, desta feita para a construção do Palácio Episcopal e do Seminário Menor São José, este para substituir as acomodações do Convento Santa Rosa, já deficitárias.

Ainda segundo o escritor Durval Godinho, as obras do Seminário Menor São José e do Palácio Episcopal começaram a ser executadas em janeiro de 1921 e foram concluídas no ano seguinte. No final de 1922, na solenidade de inauguração desta notável instituição de formação religiosa e cultural, lá estavam as equipes dos jornais Norte de Goiaz e Jornal do Povo, como também se faziam presentes os religiosos dominicanos, autoridades constituídas como Dr. Francisco Aires da Silva, então deputado federal, o juiz de direito, Dr. Bartolomeu Teixeira Palha, o coronel Frederico Ferreira Lemos, o emblemático Coronel Dirico, e uma multidão, formada por populares.

No discurso de inauguração, o Bispo de Porto Nacional e Superior dos Frades Dominicanos, Dom Domingos Carrerot, reafirmou seus ideais cristãos, além do seu compromisso para com os destinos da comunidade portuense e região, e em seguida revelou a importância daquela nova morada de Deus. Por fim, ele apresentou os primeiros 10 seminaristas residentes, sendo que três deles vinham transferidos da Escola Apostólica de Uberaba.

A partir daquele momento, o Seminário Menor São José passou a abrigar a Escola Secundaria São Tomaz de Aquino, brilhantemente administrada e dirigida pelo frei Bertrand Olléris, que era muito bem assessorado pelo também frei José Maria Audrin, que ali naquele santo espaço, implantaram juntos uma grade curricular balizada em aulas de álgebra, latim, grego francês, artes plásticas, musica, canto lírico, biologia, ciências humanísticas e religião.

O Seminário São José da Diocese de Porto Nacional, até hoje mantém esta filosofia educacional e religiosa, sempre buscando interferir na formação cultural, política, social e familiar da comunidade portuense. Já o Palácio Episcopal, que durante décadas serviu de abrigo para as autoridades religiosas da Diocesa, e que até 1946 a residência oficial do Bispo Dom Alano Maria Du Noday, foi por ele desocupado e imediatamente transformado em Ginásio Estadual, recebendo ali centenas de alunos de Porto Nacional e de toda a região Norte de Goiás, hoje Estado do Tocantins.

No na primeira metade da década de 1950 o prédio do Palácio Episcopal, belíssima construção com dois pavimentos, erguidos com paredes de adobes, sustentadas com armações de madeiras e argamassa simples, passou a apresentar rachaduras e desníveis nos andar superior, o que foi determinante para que o Bispo Dão Alano Maria Du Noday, ordenasse a demolição desta expressiva obra arquitetônica idealizada pelos singulares Frades Dominicanos.(Texto de Edivaldo Rodrigues)